Problema dos incêndios

Catedráticos, especialistas, iluminados e até nabos e bacocos tem soluções para o problema dos incêndios! Políticos de hoje e políticos de ontem não se entendem numa matéria que é prioritária para o país e para os cidadãos desde há dezenas de anos. Decisões que deveriam ser consensuais e coletivas, são tomadas individualmente em nome do protagonismo egoísta, porque sou a favor, porque estou no governo e sou contra porque não estou, porque é uma ideia da oposição e não vale nada e só as ideias de quem governa é que valem! O fogo tem várias cores, mas nenhuma é partidária! O fogo rege-se pela não regra! Mas há entendidos em todas as áreas de intervenção que seguem regulamentos, estudos e até tratados, enquanto o fogo nunca estudou em nenhuma universidade! A minha opinião, talvez inserida no grupo dos bacocos é de que primeiro se estude efectivamente o fogo, a par do apuramento das responsabilidades dos que tem obrigação cuidar dos danos causados e impedir outros! Que se analisem em concreto os fogos dos últimos anos! Que se faça um trabalho exaustivo de como se comporta o fogo e o que mudou de ano para ano, mas com aqueles que estão no terreno e enfrentam diretamente o fogo, sabendo como ele se comporta. Façam das tripas coração e descubram como o acarinhar para ele amansar! Não estejam à espera que aqueles que tem o cu sentado numa cadeira, bracinhos pousados numa secretária, pensem, pensem e pensem em mais um conjunto de métodos e teorias para desenvolverem regras de papel que só servem para atear fogueiras! O fogo é real, não é teórico!
Mas não convoquem jeitosos para os tachos, convoquem gente que sabe muito sobre fogo, do partido A, B ou C, e até pode ser do D e do E, mas solucionem um problema de todos e não de uma conjuntura ou de uma disjuntura!
Lembrem-se que o fogo não é um campeonato de futebol onde existem muitos treinadores de bancada com soluções para os clubes, porque as equipas em jogo não são apenas duas! São pelo menos três: A florestas, as equipas de combate aos incêndios e as pessoas que são vitimas! Portanto não temos campos para este jogo e a existir teria que ser hexagonal para ter três balizas! Mas lembrem-se ainda que o fogo pode marcar golos na própria baliza e mesmo assim sai a ganhar, muito ou pouco, vence sempre!
Também ouvi dezer, como diz o nosso presidente, ou será presedente!? Bem, ouvi dezer que esse tal de fogo, que não tem partido, parece que também não tem outras coisas! Parece que descobriram que não tem nacionalidade, ataca em qualquer país! Ouvi dezer que também não pertence a nenhuma organização terrorista, mas espalha o terror por onde passa!
E até ouvi dezer,
vejam lá,
que nunca foi condenado,
até por já ter matada,
e sem não ser contratado,
destruindo muito legado
dos que por cá tem ficado,
até dos que tem levado.
Vejam lá a injustiça
desse fogo que é malvado,
não ter ainda existido,
lei que o deixe fechado,
sendo caso para dezer, xiça!
Agitações do cerebelo que provocam o hemisfério esquerdo contra a indiferença do hemisfério direito do cérebro de Rafael Peixoto
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A escala humana

Ao fotografar arquitetura é muitas vezes penalizada a escala humana, mas se alguém está presente, o factor escala ganha a dimensão adequada e se esse alguém que dá escala à arquitetura representa muito para a fotografia, temos uma fotografia de arquitetura com escala e uma fotografia relevante na escala da comunidade fotográfica.

O discreto e subtil José Luís Bacelar, foi caçado nos seus ensaios fotográficos. Vale a pena seguir o trabalho fotográfico que desenvolve.

Lua de peixoto

A lua de Peixoto, em analogia com o ovo de Colombo, não passa de um registo simples, onde o único tratamento é o de ligeiros ajustes de tonalidade e contraste, e obviamente a limpeza das singulares manchas de sujidade do sensor. Como se obtém!? Ao contrário de Colombo que se sentou na taberna e revelou o segredo, não o irei fazer, ou então, vou deixar as mentes perplexas a hilariarem com as eventuais possibilidades, especularem, ou mesmo se acertarem, vou deixar prevalecer a dúvida e se o interesse justificar, talvez se manifeste o segredo!
E não percam tempo com a redundante ideia de que é fotomontagem porque se trata de um único registo.

Este outro bicho

Encontrado novamente, numa maçã da apple aquilo que nunca se esperava! Este outro bicho foi avistado fora da maçã! A estranha espécie é a segunda vez que é avistada em meios distintos! Corre sérios riscos de se tornar uma praga! Em 2012 foi feito um avistamento do bicho e passados cinco anos volta a aparecer! A partir da próxima aparição, pode ser que se consiga estabelecer um frequência, mas não a do champô!

momento certo

Por várias vezes e de forma errada tenho referido que em alguns e raros momentos sou um fotografo parasita. Mas numa análise mais aturada, o termo está errado, porque parasita é todo aquele fotografo que fazendo os seus registos, tenta, de uma forma falsamente subtil, obstruir o trabalho de outros fotógrafos que no mesmo espaço exercem a mesma função. A de reportar o momento. E quanto mais experientes são alguns desses parasitas, mais afincada é essa atitude, relegando o profissionalismo para o mais baixo nível ético.

Assim, e na mesma análise, devo considerar-me um fotografo oportunista, não no sentido pejorativo, mas porque uso o sentido de oportunidade. Enquanto alguém fotografa, aproveito o enquadramento e fotografo. O resultado é muitas vezes surpreendente e se de seguida continuar a fotografar, solicitando a colaboração de quem representa o papel de modelo, os resultados ficam aquém dos instantâneos da oportunidade. É o caso deste registo, onde a naturalidade é a de um momento certo na fotografia. Foi assim numa visita à XIX Bienal de Arte de Vila Nova de Cerveira, das turmas da ETAP – Escola Profissional, da vila do evento, onde os alunos usam a sua criatividade inspirada pela criatividade do artista que expõe.

futsal

Quando se fazem reportagens fotográficas de eventos, há registos que ficam na memória pelo resultado da composição. Foi o caso deste resisto das equipas do 2º Torneio Internacional de Futsal Feminino, Cidade de Viana do Castelo em 25-26 Agosto 2017 no Pavilhão Municipal de Monserrate. Momento de rara beleza! O evento foi organizado pelo Santa Luzia FS e Câmara Municipal de Viana do Castelo.

Futsal
Futsal feminino

povo de fora

Povo de fora que dá corpo ao povo de dentro.

De dentro de uma cidade que tem nome de Viana.

Viana do Castelo, com castelos variados, faz uma festa anual, com espetáculos e tal.

O cortejo é um deles, cena, cenário encenado, é momento de figuração.

São as festas D’Agonia, entre cenas encenadas, há gente que desatina, em cenas representadas, mas há gente genuína.

Quem vê percebe ou não, mas gosta porque está à mão!

Findo o espetáculo, muitos forçam a partida, entre atropelos da ida, vão vencendo o obstáculo.

Muito havia que dizer, sobre cada fotografia! Diga lá o que quiser, sobre esta romaria!

A luz, essência da imagem e da fotografia. Analógica/digital; imagem real; imagem artística; Ensaios fotográficos.

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